Quente e Frio

Quente e Frio

Há estórias que são quentes, outas mornas e outras frias...
São estórias que vão nascendo da nossa imaginação

terça-feira, dezembro 05, 2006

Crime na noite - Episódio 2

Fiquei preocupada, na esquadra eles foram treinados para serem auto-suficientes. É assim desde o dia em que aceitei comandá-la. Tenho plena confiança em todos e no seu trabalho.

Para o Manuel me ligar era porque algo de grave tinha acontecido.

"Deixe lá isso. Diga-me lá o que se passa de uma vez por todas", retorqui já totalmente acordada. "Senhora inspectora, foi encontrado um corpo no parque da cidade totalmente esquartejado".

Os meus ouvidos não queria acreditar no que estavam a ouvir. Dei um pulo da cama. "Manuel, dentro de 10 minutos estarei na esquadra", disse enquanto ligava a torneira do duche.

domingo, outubro 15, 2006

Crime na noite - Episódio 1

Eram seis da manhã e a noite tinha sido passada a rebolar pela cama na tentativa frustrada de encontrar o sono. Esse cabrão que não aparece quando mais é preciso.

O telemóvel toca e o primeiro impulso é atirá-lo contra uma parede. Atendo fazendo um esforço sobre-humano para parecer minimamente consciente.

"Estou sim, Senhora Inspectora?", ouvi do outro lado da linha. "Sim, Manuel. O que é que se passa?", respondo já totalmente alerta.

"Desculpe estar a ligar a esta hora mas aconteceu algo muito estranho".

terça-feira, outubro 03, 2006

Relato de uma vida comum - Episódio 8 (último)

Ouço a sua voz e conheço-a de imediato... Ela sussurra no meu ouvido: "Não digas nada. Não faças nada. Deixa-te levar. Hoje, és minha. Hoje és o meu doce".
Era só isso que tinha em mente quando ali entrei, mesmo sem saber o que me esperava - Ser sua.

sexta-feira, setembro 29, 2006

Relato de uma vida comum - Episódio 7

É-me dado a provar aquilo que há momentos me "escorria" pelas costas: Chocolate. Derretido pelo calor, colado entre as minhas costas e as mãos de quem as massaja. Alguém de rosto invisivel, de nome indefinido, de sexo incógnito, cujas mãos fazem milagres ao percorrerem todo o meu corpo... Milimetricamente!

quarta-feira, setembro 27, 2006

Relato de uma vida comum - Episódio 6

Assustada, tento virar-me para ver o que me toca de uma forma tão leve, que não faz mais senão um misto entre umas cócegas suaves e um doce arrepio, mas não consigo virar-me... Sinto uma mão a segurar levemente o meu pescoço, sugerindo que me mantenha naquela posição.

segunda-feira, setembro 25, 2006

Relato de uma vida comum - Episódio 5

Deixo-me ali ficar, longe de tudo, longe de todos, de olhos fechados... De tal forma fechada no meu mundo, nos meus pensamentos, que nem me dou conta que não estou sozinha e, sinto-me gelar, quando sinto algo deslizar-me pelas costas abaixo.

domingo, setembro 24, 2006

Relato de uma vida comum - Episódio 4

Cheguei ao fim da aula exausta e a precisar de descontrair.
Mas a professora não me saía da cabeça.
Seguramente, um pouco mais velha que eu.
Charmosa... Sexy... Atraente.

Tentando tirá-la da cabeça, decido ir até à sauna, e preparo-me para relaxar completamente, deixando-me envolver nos vapores e nos seus aromas.